sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Um "baby-grow" que põe os bebés a limpar o chão


Era mesmo o que faltava no mercado. Quem disse que tudo estava inventado engana-se. Mas também, acreditem que todos os pais e mães que viram os seus filhos gatinhar disseram: "Um dia ponho-te um swiffer debaixo do corpo".
Pois é, já existe um.
Um empresa norte-americana acaba de lançar no mercado um "baby-grow" que permite aos bebés limpar e puxar o brilho ao chão, enquanto gatinham pela casa.
Os "baby-grows" estão dotados, nas mangas e nas pernas com o mesmo tipo de material utilizado nas esfregonas.
Os fatos custam cerca de 31,50 euros e são fabricados para bebés entre os 3 e os 12 meses. O que é pena porque, no meu caso, iria precisar de um entre os 12 e os 18 meses!
Meninos não escapam!!! Como isto das tarefas domésticas, hoje em dia, é para todos, os fatos existem nas cores azul, cor-de-rosa e branco.
Falta agora alguém inventar um fato destes para adultos. Ideias para quando chegamos de rastos a casa depois de uma noite bem passada com as amigas num bar.






quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Exemplos e sugestões para lidar com birras infantis


A propósito do texto de ontem, seguem alguns exemplos e sugestões para lidar com birras infantis:
  • Se insiste em vestir uma roupa inadequada: separe duas ou três roupas possíveis e deixe que a criança escolha dentro dessas hipóteses aceitáveis;
  • Se recusa tomar banho: faça do banho um momento divertido e tente perceber se há algo que a assuste, como a água ou o champô nos olhos ou na cara;
  • Se não deixa os pais conversarem com outras pessoas: pare um pouco a conversa e dê-lhe atenção ou deixe-a participar também;
  • Se não quer ir para a cama: leia-lhe uma história ou negoceie com ela uma hora para ir para a cama (não compensa entrar em conflito por dez minutos);
  • Se quer dormir na cama dos pais: nunca o deve permitir, fique um pouco com ela no quarto, leia-lhe uma história ou converse por alguns minutos;
  • Se não aceita um não: explique-lhe o porquê do não, mantenha-se tranquila e ignore a birra, repetindo de vez em quando que já lhe explicou o porquê do “não”; o seu controlo ajudá-la-á a recuperar o dela;
  • Se diz palavrões: como a criança repete o que ouve, é importante ter cuidado na linguagem usada na sua presença; não se limite a repreender, explique porque é feio dizê-lo e que as palavras podem magoar tanto como uma palmada.
In "Pais e Filhos".

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Quando a graça se transforma em desgraça


"Tudo o que é pequenino tem graça". A expressão é usada regularmente quando alguém se refere às crianças pequenas, mesmo quando em causa estão birras, desobediências ou asneiras.
Mas basta o pequeno deixar de ser "pequenino" e a graça rapidamente se transforma em desgraça.
Quando as crianças começam a ter vontade própria, quando começam a explorar o mundo que as rodeia e a querer vingar nesse seu pequeno mundo, as birras começam a surgir porque, até então, os tais pequeninos que eram tão engraçados viviam sem regras.
E quando a graça desaparece sem pedir licença, levada pela idade, os mais pequenos não entendem porque é que os grandes dediciram, de repente e sem explicação, deixar de sorrir.
No livro que serve de Bíblia, lá em casa, o pediatra Berry Brazelton afirma que “para as crianças crescerem bem, precisam apenas de amor e limites”. O amor, diz ele, serve para crescer com confiança e auto-estima. Os limites servem para a criança aprender a se autocontrolar. E estes últimos são tão importantes para que todos possamos viver em sociedade, desde pequeninos!
Uma criança com regras será um adulto equilibrado, consciente. E um adulto nunca deve ceder quando implementa um castigo pelo não cumprimento da regra. A ideia de que "tanto faz ter cumprido ou não a regra" nunca pode passar na cabeça de uma criança.



Mas a implementação de regras não é um bicho de sete cabeças. Pode até ser divertida. A flexibilidade, por vezes, aumenta o respeito que a criança tem pelo adulto e pela própria regra em si. Dentro do cumprimento de um regra, pode haver liberdade de escolha, por exemplo. Arrumar os brinquedos, lavar os dentes e vestir o pijama são três ações que não carecem de prioridade. Como tal, é possível dar à criança a possibilidade de escolher a sequência com que irão ser desempenhadas.

Há estudos que comprovam que as crianças correspondem muito bem a regras, desde que sejam simples e poucas. Ou seja, não se deve implementar várias regras de uma só vez. Deve-se conversar calmamente com a criança durante a implementação da regra. Quando a mesma não foi cumprida, deve-se perguntar porque não fez o que foi pedido. No caso de ter tido dificuldade, deve-se ajudar a terminar a tarefa, realçando que, para a próxima, ela conseguirá executá-la sozinha.

E, acima de tudo, um adulto nunca se pode esquecer de realçar o bom comportamento. De elogiar, de mimar, de dar atenção quando tudo é feito corretamente. O foco não deve estar no mau comportamento mas no bom. E mimar uma criança não é apenas bom para quem recebe o mimo mas também para quem o dá. Mimos com disciplina, educação e amor são ótimos para filhos e para pais.



segunda-feira, 22 de outubro de 2012

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Quando uma voz é uma autêntica banda sonora nos meus ouvidos...

"Mães e filhas têm uma relação única, um amor único e um tipo de (des)entendimento que dificilmente se repete nalguma outra relação."


Escrito por Sofia Barrocas, o texto que se segue é interessante para quem tem filhas mas também para quem não tem...


"Não é natural a exposição de mães e filhas adolescentes pelas capas de revistas de social a garantirem que “somos as melhores amigas uma da outra”, “contamos tudo uma à outra”, “somos muito cúmplices”. Mães e filhas têm uma relação única, um amor único e um tipo de (des)entendimento que dificilmente se repete nalguma outra relação. Mas algo não está a funcionar quando a melhor amiga da mãe é a filha e a melhor amiga da filha é a mãe. A começar pela diferença de idades – e logo, de interesses – e a acabar no respeito e numa certa saudável distância que pais e fi lhos devem sabem manter. Ou alguém se imagina a sair à noite com a sua filha de 16 anos, a tomar “um copito” a mais na sua companhia, a entrar em inconfidências e a desfiar (ou ouvir!) pormenores sobre a sua vida íntima? Ou a alinhar com a filha e as amigas nas suas aventuras para ludibriarem seguranças de bares e discotecas, a participar nos planos que lhes permitam entrar sem pagar e a desatar aos gritinhos histéricos de cada vez que se dá de caras com alguma cara conhecida da televisão ou da música? Para já não falar de todas as vezes que seria preciso pactuar com atitudes que compete aos pais condenar, como copiar nos testes, elaborar complicadas “cábulas”, ou enganar os professores entregando-lhes telemóveis fora de uso para que os “verdadeiros” não sejam confiscados durante as aulas... Faz parte de um crescimento saudável as filhas quererem parecer-se com as mães – poucas são as meninas que durante a infância não apareceram na sala com os sapatos de salto alto ou com as pulseiras e colares da mãe, ou que não desejaram ardentemente um vestido, um chapéu, uns óculos escuros ou um fato-de-banho igual ao das progenitoras. Para não falar das vezes em que quiseram fazer bolos como a mãe, maquilhar a cara com as pinturas da mãe e copiaram maneiras de falar, de rir e até de atirar o cabelo para trás. O que já não é tão saudável é as mães, numa altura em que as filhas começam a esforçar-se por serem diferentes, tentarem parecer-se com as filhas, seja vestindo-se ao mesmo estilo, usando o mesmo tipo de expressões típicas dos adolescentes, ou tentando parecer “cools” e modernas frequentando os sítios onde as filhas vão. Dificilmente mães e fi lhas poderão funcionar como “melhores amigas”. E muito menos “contar tudo uma à outra”. Porque ambas têm direito à sua esfera de privacidade numa relação que tem tanto de maravilhosa como de complexa. E porque os papéis de ambas nesta relação são diferentes e muitas vezes antagónicos. Os pais – e neste caso, as mães – têm obrigação de não deixar que os papéis se confundam. Misturar fronteiras que devem estar bem delimitadas pode criar estranhos e desconfortáveis problemas – além de uma enorme insegurança quanto ao papel que cada uma deve desempenhar."

Sofia Barrocas